quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Homem que Calculava

No livro " O Homem que Calculava", de Malba Tahan (heterônimo do professor brasileiro Júlio César de Mello e Souza) , o autor relata as incríveis aventuras do calculista  Beremiz Samir e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.


"O Homem que Calculava" de Malba Tahan

O livro foi publicado em 1938 e tem se mostrado uma ótima fonte para trabalharmos as narrativas matemáticas em sala de aula, pois está repletos de problemas, lendas e curiosidades.

Dois problemas encontrados no livro podem ser conferidos na animação abaixo.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Leitura é a certeza de tornar-se imortal ao universo do outro e ao seu próprio.....

Foi interessante ler os depoimentos e relatos, me remeteu ao passado. A lembrança de minha avó que com pouco estudo fazia questão de acompanhar minha escrita e leitura e como estímulo, lia e outras vezes até inventava maravilhosas histórias que ainda hoje me lembro. Muitas das quais reproduzi a minha filha, hoje com os seus doze anos me recordou uma das histórias que eu lhe contava quando pequena; me olhou e disse:
-"Sabe, mãe, acho que vou escrever um livro com as histórias que você me contava! Mas é claro que vou melhorar um pouquinho rs...."

O ambiente familiar não deve conceber a passividade no ato da leitura mas estimular a função de "agente que busca significações". (GERALDI, 1999:91).

Olá pessoal, tudo bem? Li o artigo “Reflexões Sobre o Uso de Gêneros do Discurso em Aulas de Matemática” de José Joelson Pimentel de Almeida e Abigail Fregni Lins,  e achei muito interessante quando o autor coloca que “repertório de leitura é uma complexa rede de conhecimentos e relações estabelecidas entre o que já se leu, viu, ouviu, tocou, sentiu, permitindo a aprendizagem como uma cadeia de relações que se perfazem entre esse repertório que já se possui e um repertório em construção” O professor, ao ensinar matemática tem que buscar os conhecimentos que o aluno possui, adquiridos ao longo de sua vida, tanto na escola como fora dela, trabalhando com a leitura de livros, jornais, revistas, sites na Internet, alem de buscar, leituras de textos verbais ou não correntes em outros âmbitos, como no cinema, na televisão, no teatro, nas relações cotidianas com os próximos, assim o aluno compreenderá a matemática como essencial para leitura do mundo.
Abraços

Olá pessoal, senta que lá vem história...
Iniciei minha vida escolar na pré-escola, no bairro Jardim Três Marias numa escola municipal. Meu primeiro dia de aula foi marcado pelo minha ansiedade! Não dormia esperando aquele tão sonhado dia. No ano seguinte, fui para a primeira série do primário na mesma unidade escolar. Ao término do ano, a escola promovia uma festa denominada “ A festa  do livro”, e todas as crianças eram presenteadas com um livro infantil. Aí começa minha história. Não nos era dada a oportunidade de escolher e fui premiada com o livro “O Grilo Falante”. Ah! Como fui contagiada por aquele grilinho! Lia o livro várias vezes ao dia. Sabia de cor cada página, cada linha, cada detalhe de sua ilustração. Eu queria contar pra todo mundo a história do grilo. Chegava a ouvi-lo! Minha mãe até se assustava com tamanha empolgação, especialmente quando eu perguntava se ela também não estava ouvindo. Essa empolgação durou alguns meses, mas serviu para que eu mergulhasse e me encantasse com outras leituras, outras histórias, mas “o Grilo Falante” guardo até hoje em minha cabeceira, como símbolo deste mundo mágico da imaginação.
 Abraços

domingo, 21 de abril de 2013

O Professor como construtor de narrativas fabulosas

     A finalidade da Educação e o cerne da ação docente em sentido lato é a construção do conhecimento. Conhecer é conhecer o significado, e as informações são fundamentais para isso. Mas, elas são fragmentárias e efêmeras; para fixá-las, é preciso arquitetar uma narrativa, contar uma boa história.
     As informações são como cenas isoladas; compor uma história é tecê-las em um enredo consistente, ordenando-as temporalmente, construindo um filme que diz mais do que a reunião de todas as cenas, transbordando seus significados.
     Uma boa aula é como uma história bem contada. Uma história de natureza fabulosa, que envolve valores, e de onde emerge uma moral. Não uma moral única, mais um amplo feixe de "morais", quase tantas quantas são os alunos. É muito importante o fato de que essas "morais" devem ser tácitas. Um bom professor semeia a história e pacientemente colhe resultados variados. Quem quer ensinar diretamente a moral da história, em geral é um chato: além de cansativo, é inócuo para os alunos.

Machado, Nilson José. Educação: microensaios em mil toques, Vol. II. São Paulo: Escrituras Editora, 2012